Jojo, o Reincidente
Teatro Municipal S. Luiz
Produção Teatro da Rainha, com texto de Joseph Danan, tradução de Isabel Lopes, encenação de Fernando Mora Ramos e Paulo Calatré, música de Carlos Alberto Augusto, interpretação de António Parra, Carlos Borges, Isabel Carvalho, Isabel Lopes, Paulo Calatré.
Joseph Danan soube porque escrevia peças para crianças quando começou a receber mensagens de telemóvel do filho que então crescia na barriga da mãe, contando-lhe a sua vida de bebé por nascer. Não esperemos banalidades de Danan. Francês, romancista, ensaísta, professor de dramaturgia contemporânea e escritor de peças, primeiro para adultos, e mais recentemente para públicos infantojuvenis, onde se estreou com "As Aventuras de Auren, o Pequeno Serial Killer" (2003) e prosseguiu com "Jojo, o Reincidente" (2007) e "Dodô - No Rasto do Pássaro do Sono" (2010). Obras onde o humor e a crueldade andam de mãos dadas, como se ele nos quisesse dizer que em cada criança vive um poeta e um terrorista. Jojo imagina para se rebelar contra as normas que lhe são impostas pelo mundo dos adultos, e essa imaginação fala através dos objetos mesmo antes de falar por palavras (a peça é um conjunto de didascálias que propõe uma sequência de cenas sem diálogos). Jojo, o Reincidente é assim uma viagem pelas liberdades e direitos concretos da infância, onde as crianças se inventam e, ao fazê-lo, se formam a si mesmas. Viagem rara (a milhas de distância do paternalismo que anestesia) assinada por um autor desconcertante, que o Teatro da Rainha se tem encarregado de divulgar em Portugal.
Reservas: 213257650
Ter e Qua: 10h30/15h30
Em cena desde 27 de Março de 2012 até 28 de Março de 2012 - Lisboa